A Nova Gestão em Segurança Corporativa


Artículo de Manuel Sánchez Gómez-Merelo, traducido y difundido por la Revista Gestão de Riscos

Artículo de Manuel Sánchez Gómez-Merelo, traducido y difundido por la Revista Gestão de Riscos

Desde o início deste século, o mundo foi fortemente abalado e alguns paradigmas foram quebrados, pelo menos três vezes: pelos atentados de 11 de setembro de 2001, pelo colapso financeiro de 2008 e, muito especialmente, pela pandemia de COVID-19, ainda em curso.

Cada caso foi uma ameaça assimétrica, desencadeada por algo aparentemente específico e muito diferente de tudo o que o mundo havia experimentado até então.

Manuel Sánchez Gómez-Merelo

Consultor Internacional de Seguridad Pública y Privada,
Presidente Director General de GET (Grupo Estudios Técnicos)
e Director de Programas de Seguridad del Instituto Universitario General Gutiérrez Mellado IUGM-UNED

Só precisamos ver como foi 2020 para termos uma ideia de quão dinâmico e imprevisível o mundo é hoje. Lenin disse: “Há décadas em que nada acontece e semanas em que décadas passam.”

Como já dissemos, neste ano irrepetível de 2020, para além da extraordinária solidariedade e resiliência demonstrada pela população em geral e por alguns grupos profissionais em particular, três palavras parecem ter caracterizado muito bem tudo o que aconteceu: incerteza, insegurança e pessimismo.

A insegurança tem revelado uma lista incontável de vulnerabilidades em todo o mundo e em todos os tipos de setores, especialmente na saúde, turismo, serviços, transporte, comércio etc.

Esta situação inusitada nos predispôs a reconsiderar a importância de rever valores e tentar nos reinventar em algo tão básico como a liderança e a gestão em todos os níveis (político, institucional, empresarial e pessoal), enfrentando desafios e oportunidades com todas as garantias.

As consequências políticas, sociais, tecnológicas e econômicas podem levar anos para desaparecer e, enquanto isso, vivemos um ressurgimento da vida digital ou virtual, um presente e futuro diferentes diante da globalização e uma nova ordem mundial emergente, dividida entre a China e os Estados Unidos. Em qualquer caso, o futuro permanece verdadeiramente em nossas mãos.

Estamos diante de um novo aprimoramento que podemos resumir na sigla apresentada anteriormente de L.I.D.E.R.A.R. com confiança, a fim de abordar prontamente sete elementos essenciais, tais como:

Linhas mestras, para alcançar de forma coordenada e sustentável o novo normal que a sociedade em geral e as suas atividades em particular exigem.

Inovação, para dar uma resposta eficiente e duradoura aos novos desafios e oportunidades que a crise (principalmente a crise da saúde) fez emergir.

Decisão, com base na experiência e no conhecimento, implementando o mais rapidamente possível as novas estruturas e protocolos que permitem atuar com a máxima segurança e garantias.

Ética, aplicar com rigor e equilíbrio tudo o que precede, e responder à sociedade com medidas solidárias e soluções sustentáveis, de acordo com as novas situações criadas.

Responsabilidade, como base de trabalho em todas as áreas institucionais, empresariais, pessoais e sociais.

Autenticidade, transparência e rigor em todos os tipos de decisões, ações e novas aborda-gens, de acordo com a nova ordem mundial.

O respeito prioritário à solidariedade e à segurança humana, como um direito global de todos os po-vos, para enfrentar de forma global e eficiente todos os desafios e novas demandas deste novo futuro.

Gestão de risco e segurança

A segurança é o eixo do novo normal e tornou-se um fator indispensável e incontornável em todas as áreas durante a crise de saúde que vivemos.

Nos últimos tempos, novos riscos e demandas surgiram, derivados da situação gerada pela pandemia, tanto no nível da segurança global como da segurança humana e privada, desde o mundo que compartilhamos até a dimensão pessoal (mundo, país, cidade, bairro, casa, pessoa).

Nesse sentido, a Gestão de Riscos e Segurança é essencial em todos os ambientes e, especialmente, no campo do trabalho e no desenvolvimento das organizações institucionais e empresariais, onde o tema é complexo e multidisciplinar.

É necessária uma gestão coordenada e preventiva dos riscos e ameaças: uma visão multidisciplinar e profissional de segurança (prevenção + proteção), bem como um alinhamento dos riscos ao nível da organização (reputação e ética, posicionamento no setor, informação, recursos humanos, conformidade legal, continuidade, contingência e resiliência).

A identificação, classificação, análise e avaliação dos riscos e conhecimento das vulnerabilidades são peças fundamentais para o estabelecimento de um Plano Diretor de Segurança, uma vez que, a partir da avaliação final deles, determinados sistemas e subsistemas de segurança serão articulados e implementados: prevenção, proteção, básico e de suporte, bem como os protocolos de gerenciamento correspondentes.

Ao avaliar o resultado da análise de risco, devemos levar em consideração a disponibilidade de recursos humanos, materiais e financeiros que a organização possui.

Com tudo isso, será elaborado um documento único e integrador no qual se reflete o sistema de Gestão de Riscos e Segurança da organização.

Os objetivos fundamentais do plano são: minimizar e, na melhor das hipóteses, neutralizar os riscos e ameaças detectados e reduzir ao máximo as consequências negativas da sua concretização e impacto.

Gestão de riscos e monitoramento de segurança

Com base numa nova visão holística de Gestão de Riscos e Segurança, propomos o desenvolvimento de uma nova aplicação, integrada por conceitos de inovação especial e aspectos diferenciadores no domínio dos riscos, ameaças e vulnerabilidades, principalmente para ambientes corporativos.

Para o desenvolvimento do plano de Gestão de Risco e Segurança podemos basear-nos em diferentes normas como a Norma ISO / IEC 31.000, com possibilidades de utilização e adaptação a qualquer organização, bem como experiências em segurança em ambientes corporativos e institucionais.

Esta aplicação abrangente da nova metodologia de Gestão de Riscos e Segurança é uma nova visão que faz referência especial à mudança do paradigma de segurança em entidades empresariais, com metodologia e gestão sistemáticas.

Adicionalmente, incluirá desenvolvimentos específicos para análise de risco de novos negócios e unidades de atividade e avaliação de novos projetos da entidade na perspectiva de riscos e segurança (investimento no estrangeiro, projetos de desenvolvimento, aquisições etc.).

O desenvolvimento do seu conteúdo exigirá: a identificação, classificação, análise e avaliação rigorosa de todos os riscos e ameaças da organização; a identificação e descrição das vulnerabilidades e suas atividades; a abordagem de gerenciamento de risco abrangente; a análise de probabilidade e impacto; e o estabelecimento de um plano abrangente para o tratamento dos riscos, ameaças e vulnerabilidades identificadas.

A nova abordagem de gestão e segurança corporativa é necessária para ressegurar: Atividades (industrial, comercial, social); Transporte (internacional, nacional, local); Economia (global, local); Educação e treinamento (nacional, local, pessoal); Segurança (prevenção, proteção); Trabalho (negócios, autônomo); Saúde (global, local, pessoal) e um longo etc.

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